Começei a ter esses sonhos repetidas vezes ao longo das férias, se tiver alguém que tenha uma resposta, favor comentar amigos!
Estava chovendo aquela noite. Assim como todas as noites da semana, etava sempre chovendo, serenanado na verdade, quando, do lado de fora, decidi que entraria e invadiria a casa. Sendo uma como tantas outras, eu estava a fim de entrar e zoar dentro dela, talvez destruir um patrimônio, quem sabe?
Observei o movimento da rua. Graças a chuva completamente deserta. Nunca entendi por que os maranhenses tem tanto medo de chuva, ao ponto e ficarem tanto tempo em casa nesse período chuvoso, pensei, enquanto escalava o muro e entrava pela janela do 2º andar.
Ao entrar, deparei-me com uma estante repleta de livros dentro de um quarto, com uma cama logo ao lado, mais uma cadeira, dessas de leitura que dá até para tirar um cochilo, pois é... Uma escrivaninha perto da porta. Comecei, com o auxílio da pouca luz que entrava pela fresta da janela, a observar os livros que estavam no quarto: Foucault, Hobsbawn, enfim, inúmeros nomes e exemplares estavam elencados naquelas prateleiras.
Quando ouvir um ruído de passos na escada e alguém vindo em minha direção ou em direção do quarto, melhor dizendo. Daí, procurei esconderijo próximo a porta, no vão entre a porta e a escrivaninha, para não ser pega, quando o homem entrou. Tinha por volta de seus 40 ou 45 anos talvez, cabelos grisalhos, moreno. Ligou a luz, pegou um livro e sentou-se na cadeira de descanso. Fiquei observando-o por interminavéis horas, até que, n'um impulso para fugir, saí de detrás da porta, mas no momento que deveria ter corrido, congelei, o instinto foi maior e eu pulei sob ele sentado na cadeira, tirei o livro, seus óculos de leitura e o beijei, com gosto, fui passando a mão pelo seu pescoço, desçendo até o peito, desabotoando a camisa, em um mesmo movimento.
No instante, ainda sinto a sua relutância em conceber aquele ser saindo de detrás da porta, de dentro de seu quarto e o beijando, mas depois suas mãos percorrendo as minhas costas, descendo para os meus quadris a procura... O próximo lance de movimentos, somos nós dois, encaixados, um sob o outro, em um movimento ritmado, frenético, incessante, entre beijos e carícias. Os corpos quentes, o "sobe e desce" sob ele, as suas mãos sobre o meu ombro, para auxiliar meus movimentos.
E quando estou para chegar ao clímax; acordo, suada, com aquela sensação de um corpo sob o meu. Os ruídos da casa, aos poucos vão me acordando para a realidade. Pois é, mais um sonho. E é mais um dia que começa...!
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